Embora o Brasil raramente apareça com destaque em estudos internacionais sobre revistas predatórias, o tema tem ganhado espaço no debate acadêmico nacional, impulsionado por alertas de instituições, editores e pesquisadores sobre os riscos dessas publicações. A pressão por produtividade científica, aliada à necessidade de rápida publicação, tem sido apontada como um dos fatores que tornam pesquisadores, especialmente em início de carreira, mais vulneráveis a esse tipo de prática.
Ainda assim, quando observados grandes levantamentos internacionais, o país surge de forma pouco expressiva. Parte dessa ausência é explicada por uma limitação metodológica: a maioria dos bancos de dados e análises concentra-se em periódicos em inglês, deixando de fora publicações em português e espanhol. Isso cria uma espécie de “presença invisível” do Brasil nesses estudos, dificultando um diagnóstico mais preciso do problema em âmbito nacional.
Segundo Simon Linacre, da Cabells, compreender esse cenário exige uma mudança de postura dos próprios pesquisadores, que precisam aplicar suas habilidades investigativas também ao processo de publicação científica. Isso inclui avaliar criteriosamente onde submeter seus trabalhos e entender as implicações dessas escolhas.
A própria dinâmica da publicação acadêmica já é amplamente estudada, com periódicos especializados no tema. Um exemplo recorrente é o estudo de Shen e Bjork (2016), que apontou que apenas 2,3% dos autores correspondentes em revistas predatórias eram da América do Sul. Apesar de limitações e críticas metodológicas, o dado sugere que, ao menos na década de 2010, a participação de pesquisadores brasileiros em periódicos predatórios em inglês era relativamente baixa.
No entanto, essa baixa representatividade nos dados não significa ausência do problema. Pelo contrário, reforça a necessidade de ampliar o olhar para contextos locais, investir em formação sobre integridade científica e fortalecer mecanismos institucionais que orientem decisões de publicação.
Fonte: Universidade News
Texto produzido com auxílio de Inteligência Artificial e revisado pelo autor.
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