Recentemente a Scopus publicou em seu blog um relato com os principais aprendizados do webinar “Navigating the Future: Responsible GenAI in Aerospace Science”, realizado pela Elsevier no fim de 2024 com a participação de Katya Echazarreta, engenheira eletricista, comunicadora científica e primeira mulher nascida no México a ir ao espaço, discutiu práticas responsáveis de IA generativa na ciência do espaço e compartilhou sua experiência com o Scopus AI. A convidada mostrou como a ferramenta pode apoiar revisões de literatura, construção de arcabouços teóricos e acesso a informações verificadas, combinando sínteses com transparência de fontes.

O webinar ocorreu em 16 de outubro de 2024, às 13h (horário da Costa Leste dos EUA), e permanece disponível sob demanda. A sessão foi anunciada como uma oportunidade para explorar como a IA generativa pode transformar a pesquisa em ciências aeroespaciais, com base na trajetória de Echazarreta em cinco missões da NASA.

Ao descrever sua vivência com o Scopus AI, Echazarreta enfatizou a importância de respostas “reais e verificadas” em contextos de alto impacto, como projetos de engenharia. Segundo ela, o diferencial está em combinar sínteses com transparência de fontes. “Além de fornecer informações completamente precisas, me dizia exatamente de onde elas vinham”, conta a engenheira. Echazarreta relatou ainda que o primeiro teste que fez foi com a consulta “curiosidades sobre a Lua”, que rapidamente a levou, com citações claras, a aprofundar temas como geologia lunar e radiação de superfície.

O depoimento destacou outras utilidades práticas: a capacidade do Scopus AI de conectar tópicos, identificar autores de artigos e facilitar o contato com pesquisadores, o que acelera a etapa de contextualização e de checagem de fatos — inclusive poucos minutos antes de apresentações. Para Echazarreta, a diferença não está apenas na geração de resumos, mas na agilidade de acesso ao texto completo quando disponível, reduzindo o tempo gasto para localizar e ler conteúdos relevantes em meio a grande volume de documentos.

A convidada pontuou que missões espaciais geram fluxos “avassaladores” de dados e que algoritmos mais avançados podem filtrar o irrelevante e priorizar o que realmente importa, encurtando o caminho entre a análise técnica e a comunicação dos resultados ao público. Ao mesmo tempo, defendeu que a comunidade acadêmica mantenha o foco no uso ético: reconhecer limites dos modelos, não delegar integralmente o julgamento científico à IA e, sobretudo, contribuir com feedback contínuo para aprimorar os sistemas. A recomendação final de Echazarreta foi que professores e estudantes aprendam a usar a tecnologia com criticidade e reflitam sobre o que “uso responsável” significa em seus contextos. 

O relato reforça, assim, uma agenda dupla para a IA generativa na pesquisa aeroespacial: por um lado, ganhos concretos de produtividade e rastreabilidade de evidências; por outro, a necessidade de governança e participação ativa dos usuários para mitigar riscos e vieses. Para editores e pesquisadores, a mensagem é clara: ferramentas como o Scopus AI podem encurtar o caminho entre a pergunta e a evidência, desde que o processo permaneça ancorado em transparência, verificação de fontes e responsabilidade no uso. 

O Scopus AI é uma interface de busca com IA generativa do Scopus, que responde a perguntas em linguagem natural com sínteses referenciadas e indicador de confiança. Reúne Copilot, mapas de conceitos, documentos fundamentais, especialistas e temas emergentes, emprega RAG Fusion com LLM do OpenAI no Azure (sem usar consultas para treino) e, para instituições assinantes, acelera revisões de literatura e identificação de tendências com transparência.


Fonte: Scopus Blog


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